A Arte ou as manifestações estéticas não farão parte do grupo de necessidades primárias ou vitais do Homem, como o são a alimentação ou o sono, mas constitui-se, sem dúvida alguma, como uma necessidade secundária do Homem, como ser eminentemente estético que é. A Arte não existe, pois, sem Homem mas este não concebe a vida sem ela.
Por outro lado, é conhecida a importância de uma Educação do ver (uma Educação Visual), da própria Expressão Plástica e do papel de ambas ao nível da alfabetização estética de uma comunidade, ainda, desprovida de hábitos e instrumentos de leitura e fruição. Sabe-se, pois, que essa Educação Estética “se propõe a criar nos indivíduos não tanto aptidões artísticas específicas, mas sobretudo um desenvolvimento global de personalidade através de formas, as mais diversificadas e complementares possíveis de actividades expressivas, criativas e sensibilizadoras”[1].
Saber ver (ler) uma obra de arte (plástica, literária ou musical), um qualquer espectáculo, um edifício, uma rua, um jardim ou muito simplesmente a forma de uma qualquer mancha de bolor ou nuvem que se movimenta no céu é um reflexo directo do mundo sensível do indivíduo e da sua Educação Estética, essa “dimensão fundamental da Educação e componente essencial para um processo educativo global e como factor estimulante do gosto pelo saber; a Educação Estética é parte integrante da Educação e, como tal, a Educação ou é Estética ou não se realiza”[2].
É por essa necessidade e porque a Arte se assume como componente integrante da Lei de Bases do Sistema Educativo que me proponho à coordenação de um espaço de criação livre, como proposta para desbloquear e desenvolver a criatividade tantas vezes adormecida, muitas vezes recalcada ou, de certo modo, desviada para comportamentos socialmente desviantes e inaceitáveis, no interior da estrutura escolar com um tempo e lugar que possibilitasse a experiência e experimentação, a ludicidade, a poética das formas, a invenção, o desenvolvimento da capacidade de expressão e de comunicação; um espaço onde cada um pudesse descobrir potencialidades em interacção com o outro, com os outros, com a Arte, com as coisas e os espaços envolventes, com os acontecimentos, tendo como princípio a percepção do mundo, as realidades vividas e as sonhadas.
No espaço do Atelier não se pretende, pois, apenas, a construção ou produção de operadores estéticos no sentido geral de artistas, mas, sobretudo, contribuir para o crescimento e formação de fruidores criativos, críticos e interventivos porque conhecedores de linguagens específicas, a nível do mundo da expressão gráfica e plástica, através da experimentação gráfico-expressiva.
Porque acreditamos que cabe à Escola ampliar as potencialidades cognitivas, afectivas e expressivas de cada “eu”, quer a nível perceptivo, quer nas experiências e mecanismos da criação, quer na estética de recepção, quer a nível da comunicação ou acção criadora e de intervenção no quotidiano, é proposta a abertura de um espaço de experiência, descoberta e de comunicação - o Atelier Livre de Artes Plásticas.
[1] PORCHER, Louis (1982). Educação Artística: luxo ou necessidade?. São Paulo: Editora Summus. p:25
[2] ME-DEB. (1998). Educação Estética, Ensino Artístico e sua relevância na educação e na interiorização dos saberes. Parecer nº3/98 do Conselho Nacional de Educação. P:5.
Por outro lado, é conhecida a importância de uma Educação do ver (uma Educação Visual), da própria Expressão Plástica e do papel de ambas ao nível da alfabetização estética de uma comunidade, ainda, desprovida de hábitos e instrumentos de leitura e fruição. Sabe-se, pois, que essa Educação Estética “se propõe a criar nos indivíduos não tanto aptidões artísticas específicas, mas sobretudo um desenvolvimento global de personalidade através de formas, as mais diversificadas e complementares possíveis de actividades expressivas, criativas e sensibilizadoras”[1].
Saber ver (ler) uma obra de arte (plástica, literária ou musical), um qualquer espectáculo, um edifício, uma rua, um jardim ou muito simplesmente a forma de uma qualquer mancha de bolor ou nuvem que se movimenta no céu é um reflexo directo do mundo sensível do indivíduo e da sua Educação Estética, essa “dimensão fundamental da Educação e componente essencial para um processo educativo global e como factor estimulante do gosto pelo saber; a Educação Estética é parte integrante da Educação e, como tal, a Educação ou é Estética ou não se realiza”[2].
É por essa necessidade e porque a Arte se assume como componente integrante da Lei de Bases do Sistema Educativo que me proponho à coordenação de um espaço de criação livre, como proposta para desbloquear e desenvolver a criatividade tantas vezes adormecida, muitas vezes recalcada ou, de certo modo, desviada para comportamentos socialmente desviantes e inaceitáveis, no interior da estrutura escolar com um tempo e lugar que possibilitasse a experiência e experimentação, a ludicidade, a poética das formas, a invenção, o desenvolvimento da capacidade de expressão e de comunicação; um espaço onde cada um pudesse descobrir potencialidades em interacção com o outro, com os outros, com a Arte, com as coisas e os espaços envolventes, com os acontecimentos, tendo como princípio a percepção do mundo, as realidades vividas e as sonhadas.
No espaço do Atelier não se pretende, pois, apenas, a construção ou produção de operadores estéticos no sentido geral de artistas, mas, sobretudo, contribuir para o crescimento e formação de fruidores criativos, críticos e interventivos porque conhecedores de linguagens específicas, a nível do mundo da expressão gráfica e plástica, através da experimentação gráfico-expressiva.
Porque acreditamos que cabe à Escola ampliar as potencialidades cognitivas, afectivas e expressivas de cada “eu”, quer a nível perceptivo, quer nas experiências e mecanismos da criação, quer na estética de recepção, quer a nível da comunicação ou acção criadora e de intervenção no quotidiano, é proposta a abertura de um espaço de experiência, descoberta e de comunicação - o Atelier Livre de Artes Plásticas.
[1] PORCHER, Louis (1982). Educação Artística: luxo ou necessidade?. São Paulo: Editora Summus. p:25
[2] ME-DEB. (1998). Educação Estética, Ensino Artístico e sua relevância na educação e na interiorização dos saberes. Parecer nº3/98 do Conselho Nacional de Educação. P:5.
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